Educação no Brasil: nunca deram oportunidades iguais na largada e, agora, querem tirar também na chegada "Era a primeira empregada doméstica naquela faculdade. Notas altas, mais estudo, mais notas altas. E, agora, Leydianne está formada, quer fazer especialização" Por Fábio Bernardi, sócio-diretor de criação da Morya Você certamente não conhece a Leydianne. Assim como provavelmente não conhece nenhum servente de obra, convive apenas com a faxineira que limpa sua casa e não tem um parente que vende salgadinhos na portaria do prédio da sua empresa. Essa gente que o novo ministro da educação acha que não foi feita para cursar uma universidade. “A ideia de universidade para todos não existe”, foi o que ele disse. “ As universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual ”, completou. Ricardo Vélez Rodríguez , o ministro, também não conhece a Leydianne. Ela é empregada na casa de um amigo meu. Ou melhor: era. Entrou há oito anos para cuidar da casa ...